Imagem de Waleria Lima
Tenho a mão
agrafada a palavras
que não
querem sair
que não
passam de pensamento, de choro,
de fogo
cravado em carne, em sangue.
Tingiram-se
os girassóis de vermelho,
calados
pelo idioma do terror,
pelo frio dos
corpos caídos.
Não sei que
fazer com esta ave negra
que me esvoaça
na alma
E cresce em
mim
uma dor de granito
com raízes fundas,
uma febre
imensa e má,
um medo que
esmago nos dentes.
Como
sacudir a estupidez, o ódio,
a
intolerância, a ignorância?
Como matar
a ave negra?
23-05-2017

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