A minha mãe, a minha tia (também uma Mãe) e eu
As mães são lindas!
Mesmo quando o não são,
são lindas.
são lindas.
São lindas e cheiram muito bem.
E têm um colo macio e morno
com a dimensão exacta,
de todos os nossos tumultos,
de todos os nossos silêncios,
de todos os nossos desejos.
com a dimensão exacta,
de todos os nossos tumultos,
de todos os nossos silêncios,
de todos os nossos desejos.
São portos de quietude
e guardam em si a memória
de todo o tempo.
e guardam em si a memória
de todo o tempo.
Têm mãos enormes e doces
que nos tocam com a brandura das ondas,
e nos aquecem, nos confortam
e empurram mansamente as tristezas.
que nos tocam com a brandura das ondas,
e nos aquecem, nos confortam
e empurram mansamente as tristezas.
Acendem luzes nos corredores mais escuros
por onde, por vezes, vagueamos perdidos.
por onde, por vezes, vagueamos perdidos.
Estão lá naquele preciso momento
em que nos sobra a felicidade
e não sabemos onde vertê-la,
em que nos sobra a felicidade
e não sabemos onde vertê-la,
ou então nos falta muito
e tudo ameaça quebrar-se.
e tudo ameaça quebrar-se.
Estão apenas lá
e, sendo tão pouco,
é tudo.
e, sendo tão pouco,
é tudo.
E mesmo de peles vincadas,
de cabelos encanecidos,
de andares hesitantes,
de costas encurvadas,
de falas inseguras
de cabelos encanecidos,
de andares hesitantes,
de costas encurvadas,
de falas inseguras
são lindas!
E têm estrelas nos olhos.
Celeste Pereira
2017-05-06
2017-05-06

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